quarta-feira, 26 de março de 2008

Escrevendo silêncio.


Quero escrever-te o silêncio gritante
de minhas palavras ainda não escritas,
de minhas desculpas ainda não ditas
e suas pobrezas tão suplicantes.


Perdoe-me os dizeres errantes
e a carência de sentido na ortografia,
falta-me habilidade ou ousadia,
falta-me o quê que torne brilhante.


De certo não desperto nenhum céu,
nem mesmo espalmo almas de amantes,
escrevo apenas silêncio no papel.


Mas faço com que comas sem levante
palavras que não te descem como mel,
mas que te gritam, ainda que distantes.

4 Piruetas.:

Cabraforte disse...

Silêncio, pode se explicar ... ou ? ou !

nada existe sem o silêncio!






prazer!





Fernando Cabral

Juliana Caribé disse...

Queria gritar o silêncio cortante que lhe invadia as palavras e não lhe deixava dormir.
Queria chorar as saudades que lhe aguavam o peito e não lhe permitiam (re)pousar.
Queria cortar as asas que lhe haviam sido concedidas, porque, no infinito, estava sempre sozinha.
Queria escrever todos os diálogos que não tivera até então.
Queria olhar toda a cegueira que lhe impedia de enxergar-se.
Queria impor o respeito que desejava e gritava quando pedia silêncio.
Chorava quando dormia.
Voava, sozinha, no chão.

(e sem conseguir libertar-se de tanta mudez, resolveu escrever uma carta em branco...)

Beijos.

Ana disse...

Obrigada pela visita lá no meu cais, é sempre bem-vinda!
Adorei conhecer seu palco.
Entre as piruetas de suas palavras, inspirei, transpirei, sustentando, muitas vezes, um "arabesque" em "penchée".
Beijo,
Ana

Fernando Locke disse...

Guria! ficou mto bom! suas rimas estavam tão ricas! teve aliteraçoes, teve assonancias (lembra disso né? hauhauahauahua). Foi Muito bom, um belissimo poema, com uma mensagem mais bela ainda! Parabéns!

 

Blog Template by BloggerCandy.com