quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Estrelas.


Nesta alma que tu tens, que mais há, que mais há?
Este jeito que é só teu, que esconde além do breu?

Que tantos caminhos se faz, para bater em teu portão?
Me perdi por entre os desvios, tropecei as palavras...

E acabei assim, procurando-te em meio ao vão.

E aquela estrela que me deste, onde está, onde está?
É hoje um brilho ofuscado em meio as noites em mim.


E as vozes que cantavam tanto, qual foi o fim?
Perdi-me ao procurá-las no meu silêncio sem tempo.


E acabei assim, jogando estrelas ao vento.

5 Piruetas.:

Mr. Ziggy disse...

Às vezes é bem assim mesmo, entramos em labirintos vãos criados por nós mesmos e neles nos perdemos e nos achamos. Faz parte, ensina-nos a encarar a vida e as pessoas com maturidade, tira-nos do lugar de antes, das meninices. Gostei da musicalidade, embora em alguns momentos ela se perde. Bjos!

O Profeta disse...

Nos umbrais do pensamento
Mora o desejo no limite da razão
Roubando os segredos do corpo
Lançando ao vento a emoção

Uma rosa breve guarda a beleza
O amor é orvalho de feliz pranto
O horizonte é o começo do infinito
A chegada de uma onda é alegro canto

Convido-te a sentir o beijo da chuva

Bom fim de semana


Mágico beijo

Filipe Garcia disse...

Que belo poema...
gosto muito de escrever sobre estrelas =)

Obrigado por me linkar. Linkarei vc tb.

Beijos

Perdição disse...

Legal demais...principalmente o final...linda a figura de linguagem...jogando estrelas ai vento...linda mesmo

Fernando Locke disse...

e aí guria! belo texto, tem poesia, tem sonoridade, ficaram muito boas as suas figuras de linguagem. continue assim! abraço! ah, e não se preocupe, vou fazer um post pra vc tbm! me aguarde!

 

Blog Template by BloggerCandy.com