sexta-feira, 30 de novembro de 2007

As fotos.


É, realmente o tempo passa rápido.
Quando olho para trás e lembro de tudo que um dia fui, sonhei, errei ou simplesmente quis, sinto saudade de mim mesma.
Não que eu fosse melhor antes, e nem que eu seja melhor agora, saudade, simplesmente saudade.


Geralmente não posso com as fotos, sempre me tiram pedaços. Nesta, por exemplo, eu mal sabia o que viria pela frente e como a dança seria parte de mim, e eu parte da dança.
O vestido de bailarina foi feito por minha vó, que hoje não cuida mais dos vestidos, mas sim é o foco do cuidado de todos. Suas mãos não são mais como eram antes.
Nesta época, eu tinha meu pai do meu lado, e aproveitava todas as regalias de princesa que ele me dava. Hoje, percebo que não aproveitei tanto assim. Podia ter dito para ele o quanto o amava antes de ele nos deixar. Podia
ter segurado suas calças, escondido sua carteira e dançado ballet em cima da sua mala. Quem sabe assim ele ficava conosco e isto pouparia o relacionamento telefônico que mantemos estes anos todos.
Minha mãe estava aí também. Na verdade, ela sempre está. Ainda que eu esteja a trezentas léguas de distância, minha mãe está comigo. Posso dizer que nunca vi amor igual ao de minha mãe, e nem conduta. Se eu soubesse tudo o que passaríamos desde a época desta foto, teria feito diferente. Teria abraçado-a mais.
São vagas as lembranças do lugar em que eu morava. Mas as que tenho, são preciosas. Foi lá que andei no primeiro carrinho de rolimã, e aprendi a pegar criança no colo.
A foto era no carnaval. Baile de fantasia. Fantasia que ainda uso, embora hoje seja mais doloroso por causa dos battements, demi-pliés e todos os outros termos franceses.
O tempo passa rápido demais para que eu aproveite os momentos como gostaria. Ficam as fotos.



Quando chega perto do meu aniversário eu sempre fico assim.


0 Piruetas.:

 

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