sexta-feira, 8 de junho de 2007

Ela vira a cabeça, mexe o cabelo... Olha todas as coisas ao seu redor, porém sem realmente notá-las... Pensa e repensa em tudo, e mais do que nunca, não quer pensar, não quer lembrar, não quer ceder por nem mesmo um segundo...
Promessas e mais promessas, como as tantas que um dia ela ouviu, nem mais belas, nem mais puras, apenas as mesmas. Porém, que ficam a lhe perseguir como abelha de que se tira mel... Por mais que procure dentro de si aquele lugar em que deposita as promessas para esquecê-las, estas lhe soam nos ouvidos, brincam entre seus cabelos, escapalham-lhe das mãos e se prendem nela de forma tão rude que muitas vezes nem se percebe...Quando avalia-se está entregue as lembranças, vencida na batalha travada contra ela mesma.
Não, ela diz. Não se deixará vencer, lutará até o fim...mesmo sem entender por quê.
Dizem que as dores causam paredes, tão duras, grandes e impenetráveis que só quem é preso por elas percebe a dimensão...Talvez seja isso, luta contra suas próprias paredes, mas não sabe de que lado...Será que se encontra fora tentando derrubá-las ou dentro empilhando pedras e cimento por dentro das pequenas brechas?E se abrisse?E se deixasse que a pequena brecha se tornasse grande o suficiente para ganhar o nome de porta?
Não, ela repete. Mais uma vez espanta a lembrança da voz doce que lhe canta promessas...
Espanta os pensamentos, luta, imagina e cria em cima daquilo que tenta esquecer... Por fim consegue. Ponto para os muros! Permanece por minutos contemplando a volta daquilo que chama seu dentro de si...Seu mundo, sua opinião, seus conceitos, Seu eu...
Ao silenciar-se, sente no fundo de si aquela voz que de comum torna-se única... Fala com ela, manda que se cale...que pare de cantarolar os versos que sua alma compôs!
Vitória dos muros novamente...Temporária?Quem sabe...
Nem mesmo desconfia o que teme, porém sabe que não quer descobrir.Ou quer.
"Ela desvia porque...Fica sem saber o que fazer."

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